Auxílio do INSS para quem tem pinos ou parafusos no corpo

Auxílio do INSS para quem tem pinos ou parafusos no corpo

Após cirurgias ortopédicas que envolvem a inserção de pinos, placas ou parafusos, muitos acreditam que o apoio do INSS se encerra com a alta médica. No entanto, a legislação previdenciária oferece alternativas financeiras para aqueles que permanecem com limitações físicas permanentes.

Possibilidades de recebimento

Se você passou por um procedimento cirúrgico em decorrência de um acidente, é importante conhecer seus direitos. Veja as principais opções de benefícios disponíveis:

1. Auxílio-Acidente

Destinado a pessoas que sofreram qualquer tipo de acidente — seja de trânsito, doméstico ou de trabalho — e que, devido à sequela permanente, têm sua capacidade de trabalho reduzida, mas continuam a exercer suas funções.

O INSS oferece uma indenização mensal correspondente a 50% do salário de benefício do trabalhador. Uma vantagem é que o benefício é pago sem necessidade de interromper o trabalho, funcionando como um ‘bônus’ adicional.

Caso o direito tenha sido adquirido há mais tempo, é possível solicitar o pagamento retroativo dos últimos cinco anos.

2. Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (PcD)

Para aqueles com pinos e placas, a flexibilidade e a mobilidade podem ser severamente afetadas. Dependendo do nível de limitação, é possível se enquadrar nas regras para aposentadoria antecipada, que consideram o grau de deficiência.

3. Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS)

Este benefício é destinado a pessoas que não possuem qualidade de segurado e enfrentam uma incapacidade de longo prazo que as impede de se sustentar. O BPC oferece um salário mínimo e é voltado para famílias com baixa renda.

Como garantir o direito?

É fundamental destacar que os benefícios não são concedidos automaticamente. Para receber, o trabalhador deve passar por uma perícia médica do INSS, apresentando laudos médicos atualizados, exames de imagem (como Raio-X que evidenciem os pinos) e relatórios que detalhem as limitações funcionais.

Para mais informações, consulte um especialista ou o site do INSS.

Fonte: fatosregionais.net.br