Três associações representativas de emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas manifestaram apoio à TV Globo na noite desta quinta-feira, 1º, criticando decisões judiciais que, segundo elas, interferiram no debate presidencial planejado pela emissora. As entidades consideram essas intervenções como uma “agressão à liberdade de imprensa”.
Em comunicado, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) expressaram indignação pela intervenção judicial nas regras previamente estabelecidas. “As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações sem previsões em lei, mas é, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, afirmaram.
As associações lamentaram que os excessos judiciais tenham prejudicado o direito dos cidadãos de conhecer as propostas dos candidatos, que já haviam sido convidados e se dispuseram a participar do debate. O debate foi cancelado após a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibir a exibição do púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a realização de perguntas a ele, mesmo na ausência do candidato.
Além disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, determinou a presença do candidato Renan Santos (Missão), enquanto o presidente do TSE, Nunes Marques, já havia ordenado que a emissora convidasse Romeu Zema (Novo). Segundo as regras eleitorais, a Globo só seria obrigada a chamar candidatos de partidos com no mínimo cinco parlamentares no Congresso Nacional, o que não se aplica ao partido Missão.
Embora o Novo tenha eleito três deputados federais em 2022, seu status atual foi questionado, e Nunes Marques concordou com a tese de que a bancada atual da legenda, que possui cinco deputados e um senador, deveria ser considerada. Assim, a Globo foi obrigada a convidar candidatos do Novo para os debates aos governos estaduais e para o debate presidencial que estava agendado.
Fonte: midiamax.com.br

