A bioenergia em Mato Grosso do Sul evolui além da produção de açúcar e etanol, representando atualmente 18,9% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. O setor está se expandindo para áreas como biometano, biogás e combustíveis sustentáveis.
Na safra 2025/2026, as 22 usinas do Estado processaram 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, resultando em cerca de 5 bilhões de litros de etanol, um aumento de 16,2% em relação ao ciclo anterior. Com isso, Mato Grosso do Sul responde por 13,5% da produção nacional de etanol.
Mudança de Perfil com Etanol de Milho
O milho, que agora representa 44% do etanol produzido no Estado, é utilizado principalmente na segunda safra, cultivado após a soja, permitindo a industrialização sem a necessidade de abrir novas áreas agrícolas.
Além do etanol, o processamento do milho gera coprodutos que podem ser destinados à alimentação animal, garantindo que uma parte significativa da riqueza permaneça em Mato Grosso do Sul.
Impacto Econômico e Empregos
Dados da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) indicam que o setor mantinha cerca de 34,5 mil empregos diretos e terceirizados em 2023, com uma massa salarial estimada em R$ 1,4 bilhão.

Os municípios com usinas, como Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, se beneficiam da expansão da produção e da arrecadação, além de movimentar fornecedores de máquinas e serviços especializados.
Infraestrutura e Projetos Futuro
A ampliação da produção exige melhorias na infraestrutura logística, com um projeto em discussão para a construção de um alcoolduto ligando o Centro-Oeste a São Paulo, estimado em R$ 22 bilhões.
Com cerca de 2,1 mil quilômetros de extensão, o alcoolduto teria capacidade para transportar 13,3 milhões de metros cúbicos de etanol, facilitando o acesso ao mercado externo.
Potencial do Biometano
Apesar do avanço na produção de etanol, o aproveitamento de resíduos para biometano está subutilizado. Atualmente, as usinas utilizam apenas 6,5% do potencial de biometano a partir da vinhaça, um subproduto do etanol.
Três usinas já produzem biometano no Estado, e novos projetos podem aumentar a capacidade anual para 44,71 milhões de metros cúbicos.
Links e documentos citados
Fonte: atualizams.com.br

