Uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que a licitação da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), prevista para esta quinta-feira (8), estaria direcionada para uma empresa vinculada a Sérgio Longen, presidente da entidade e diretor da CNI (Confederação Nacional das Indústrias).
O procedimento licitatório, aberto em 30 de setembro, visa investir cerca de R$ 20 milhões na aquisição de uma usina de geração solar, que, segundo informações, já está construída e em funcionamento. A empresa supostamente favorecida é a Usina San Vito Solar, administrada pela A. P. Gestão Empresarial.

A denúncia, que é anônima, revela que Longen e Alessia Parisi, controladora da A. P. Gestão Empresarial, teriam se acertado desde janeiro de 2026 sobre a venda da usina. O empresário Massimo Parisi, dono da Parisi S.A. – que também é mencionada na denúncia – teria fundado a San Vito em dezembro de 2023.
O documento alega que a elaboração do edital da Fiems foi feita por um engenheiro da MS Energy, visando criar especificações técnicas que impediram a participação de outras empresas na disputa. Especialistas consultados destacaram que as exigências do edital favorecem a San Vito, que utiliza módulos de 695 W, enquanto outras usinas competidoras têm módulos de potenciais inferiores.
Circunstâncias da Denúncia
O MP deve investigar também a relação entre o edital e a recuperação judicial da Parisi S.A., que ocorreu em fevereiro deste ano. O denunciante relata ter ouvido conversas entre Massimo e Longen sobre a divisão de valores, o que levantou suspeitas sobre a legalidade do processo.

Implicações e Ações Futuros
A Controladoria-Geral da União (CGU) já se manifestou sobre a possibilidade de incluir essas denúncias em auditorias futuras relacionadas ao Sistema S em Mato Grosso do Sul. A situação gera preocupação sobre a gestão da Fiems e a utilização de recursos públicos.
Contexto Adicional
A MS Energy, que já executou um projeto significativo para a Fiems, teve envolvimento em outras obras de grande porte, como a construção de uma usina solar em Campo Grande. A entidade tem recebido recursos parafiscais que devem ultrapassar R$ 60 milhões somente neste ano.
Links e documentos citados
- CGU (Controladoria-Geral da União) já adiantou que pode incluir denúncias de suspeitas de fraudes em licitações
- Anastácio
- Campo Grande
- Constituição Brasileira
- (67) 99207-4330
- falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.
Fonte: midiamax.com.br

