O crédito imobiliário em Mato Grosso do Sul registrou um crescimento significativo entre janeiro e agosto de 2026, totalizando R$ 1,216 bilhão em financiamentos. Esse valor representa um aumento de 33% em comparação aos R$ 914,9 milhões do mesmo período de 2025.
Durante os primeiros oito meses de 2026, foram financiados 3.397 imóveis, um crescimento de 32,6% em relação às 2.562 unidades financiadas no mesmo intervalo do ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Desempenho histórico e comparação
Apesar do crescimento, o setor imobiliário ainda não alcançou os números de 2024, quando 4.497 imóveis foram financiados, gerando um total de R$ 1,402 bilhão. Atualmente, a quantidade de unidades financiadas é 24,5% inferior em relação a 2024, e o valor financeiro é 13,3% menor.
Em 2023, o Estado já havia registrado 3.978 imóveis financiados, totalizando R$ 1,188 bilhão. A expansão de 2026 é vista como uma recuperação parcial após a queda significativa do ano anterior.

Fatores que impulsionam a recuperação
Roberto da Cunha, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), atribui parte dessa recuperação às mudanças implementadas no programa Minha Casa, Minha Vida. A ampliação das faixas de renda e a atualização dos limites de subsídio facilitaram o acesso à casa própria, especialmente para as famílias de menor renda.
O desempenho estadual também reflete um crescimento nacional. De janeiro a agosto, os financiamentos em todo o Brasil somaram R$ 132,5 bilhões, com uma alta de 37,5% e 384,6 mil imóveis financiados, um avanço de 35,9%.
Desafios e perspectivas
Embora a recuperação ocorra em meio a juros elevados e critérios mais rigorosos na concessão de crédito, a liberação gradual de recursos do compulsório da poupança tem ampliado a disponibilidade de dinheiro para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Entretanto, os saques continuam superando os depósitos, com uma diferença de R$ 47 bilhões entre janeiro e agosto. O saldo do SBPE encerrou agosto em R$ 757,2 bilhões, mostrando uma queda nas comparações mensal e anual. Apesar dessas limitações, o crescimento acima de 30% indica uma reação do mercado imobiliário em 2026, cujo futuro ainda depende da evolução dos juros e da continuidade dos programas habitacionais.
Links e documentos citados
Fonte: atualizams.com.br

