O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) alertou que o recente repasse de R$ 4 milhões à Santa Casa de Campo Grande não é suficiente para resolver a crise financeira do hospital. A declaração foi feita durante uma audiência realizada na quarta-feira (14).

Apesar do novo contrato que prevê esse aumento nos repasses mensais, o MPMS estima que a instituição ainda pode ter um déficit de até R$ 19,7 milhões por mês, o que gera preocupações sobre a continuidade dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dívidas e atrasos nos pagamentos
O promotor de justiça Marcos Dietz, um dos responsáveis pela ação civil pública, enfatizou que o novo contrato não aborda todos os problemas enfrentados pelo hospital. “O que se pretende é que o hospital volte a prestar assistência à população e ao usuário do SUS”, declarou.

O MPMS aponta que a crise impacta diretamente os pacientes, com alguns internados por até 90 dias, enquanto outros aguardam até 60 dias para receber implantes de marcapasso. Faltam insumos, medicamentos, órteses e próteses, além de haver atrasos nos pagamentos das equipes médicas, que acumulam uma dívida de cerca de R$ 40 milhões.

Comparativo com o Hospital Regional
Durante a audiência, o MPMS comparou os recursos da Santa Casa com os do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, que recebe cerca de R$ 45 milhões mensais para manter entre 350 e 360 leitos. O custo por leito no Hospital Regional é mais que o dobro do da Santa Casa, que mantém 620 leitos.

O MPMS não se opõe às medidas de reestruturação, desde que sejam pensadas para garantir a continuidade dos serviços e a integridade do atendimento à população.
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Fonte: primeirapagina.com.br

