O dólar à vista apresentou uma leve queda de 0,26%, fechando o dia a R$ 5,0735. A moeda brasileira se destacou entre os pares latino-americanos, que enfrentaram dificuldades nesta sexta-feira, 16, em razão do aumento das taxas dos Treasuries e da aversão ao risco, especialmente relacionada ao setor de Inteligência Artificial.
Apesar da baixa de hoje, a moeda norte-americana encerra a semana com uma alta acumulada de 1,77%, após uma queda de mais de 4% na semana anterior. A elevação no valor do dólar é atribuída a um aumento das incertezas em relação ao cenário eleitoral, principalmente após as últimas pesquisas mostrarem um empate técnico entre os candidatos.
Cenário Eleitoral e Expectativas
Operadores de mercado comentam que a performance do real foi influenciada pela possibilidade de um fluxo positivo para a bolsa doméstica, impulsionado pela alta das ações da Petrobras e pelo aumento nos preços do petróleo, que passaram de 3% hoje.
As incertezas em relação ao resultado eleitoral têm gerado reações no mercado. Apesar do tropeço do real, a percepção é de que o momento pode ser favorável ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que anunciou medidas populares recentemente, como perdão de dívidas e tarifas zero em transporte público durante feriados.
Análises do Mercado
Analistas do Macquarie Group, Thierry Wizman e Gareth Berry, observam que a taxa de câmbio retornando a uma faixa entre R$ 5,00 e R$ 5,10 pode ser uma resposta às condições globais desfavoráveis para divisas emergentes, além de um reflexo das perspectivas eleitorais de Lula.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrou uma redução na diferença de votos entre Flávio Bolsonaro e Lula, de quatro para dois pontos percentuais. O acirramento da disputa eleitoral está se refletindo nas sondagens, que indicam um empate técnico entre os candidatos.
Mercado Internacional
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas, recuou, atingindo menos de 102,000 pontos. Isso se deve ao aumento das apostas na manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve, com o presidente do BC americano, Kevin Warsh, evitando sinalizar os próximos passos da instituição.
Fonte: midiamax.com.br

