Transbordamentos de esgoto em Três Lagoas têm causado mau cheiro, dificuldades de circulação e reclamações de moradores e comerciantes em diferentes regiões da cidade. Segundo a Sanesul, furtos de fiação, descarte irregular de resíduos e ligações indevidas de água da chuva contribuem para os extravasamentos.
De acordo com Adilson Bahia, gerente regional da Sanesul em Três Lagoas, foram registrados 61 furtos em nove elevatórias de esgoto nos últimos 60 dias. As unidades possuem câmeras e sistemas de alarme, mas os equipamentos ficam paralisados até que a fiação seja reinstalada.
As elevatórias transportam o esgoto até as estações de tratamento. Como uma única estrutura pode atender milhares de ligações, a interrupção do funcionamento pode provocar extravasamentos em diferentes pontos da rede.
O comerciante Marco Antônio Gonçalves relatou que convive há anos com o problema e afirmou que o mau cheiro prejudica o trabalho. Segundo ele, pedidos de solução já foram feitos, mas os transtornos continuam.
Resíduos podem obstruir tubulações
Três Lagoas possui 32 elevatórias de esgoto. Conforme a Sanesul, a rede coletora deve receber somente água servida proveniente do uso doméstico. Materiais como cabelos, cotonetes e absorventes podem bloquear as tubulações.
O despejo de gordura na pia também prejudica o sistema, principalmente quando a residência não conta com caixa de gordura adequada. O material pode se acumular em placas nos poços de visita e exigir limpeza e desobstrução.
A Sanesul informou ainda que a possibilidade de a tubulação ser insuficiente para atender à demanda da cidade não procede. Segundo Adilson Bahia, os projetos da rede coletora e das elevatórias são dimensionados por equipes técnicas de engenharia para cada bacia.
Água da chuva sobrecarrega a rede
Calhas e sistemas de drenagem pluvial ligados à rede de esgoto são outro fator de sobrecarga apontado pela companhia. Durante as chuvas, o volume adicional de água pode exceder a capacidade do sistema, que não foi projetado para receber esse fluxo.
Na região da Orla da Lagoa, onde há uma estrutura de esgoto com cerca de 30 anos, os efeitos ficam mais evidentes durante os períodos chuvosos, segundo a reportagem.
A orientação da Sanesul é que os moradores verifiquem possíveis ligações irregulares e mantenham separados os sistemas de esgoto doméstico e de drenagem pluvial.
Fonte: fatosregionais.net.br

