Dallagnol questiona alcance da abertura de sigilos de Lula no TSE

Dallagnol questiona alcance da abertura de sigilos de Lula no TSE

Deltan Dallagnol afirmou que a campanha de Lula tentou restringir a abertura dos sigilos bancário, fiscal e de cartão corporativo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o ex-coordenador da Lava Jato, as limitações atingiriam dados do Instituto Lula, do empresário Daniel Vorcaro e da empresa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em vídeo publicado nesta quinta-feira (22), Dallagnol disse que Lula não teria entregue as autorizações esperadas e classificou a proposta apresentada pela campanha petista como uma tentativa de limitar o acesso às informações. As declarações foram publicadas pelo Diário do Poder.

De acordo com o relato, advogados da campanha de Flávio Bolsonaro fizeram anotações manuscritas no documento para registrar que a abertura deveria ser total. Dallagnol afirmou ainda que Flávio concordou com o levantamento integral dos sigilos e que os representantes de Lula foram pressionados a assinar a versão modificada.

Petição conjunta foi apresentada ao TSE

Também na mesma data, representantes das duas campanhas assinaram no TSE uma petição conjunta autorizando a abertura total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos, familiares e empresas associadas. No caso de Lula, o documento inclui o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras.

A divulgação efetiva dos dados ainda depende de decisão do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Dallagnol foi designado pela campanha de Flávio Bolsonaro para analisar a completude e o conteúdo dos documentos apresentados pela equipe petista.

Acusações feitas no vídeo

Dallagnol declarou que os documentos poderiam revelar corrupção, desvios e outras irregularidades, mas essas afirmações foram apresentadas como projeções do ex-procurador, não como fatos comprovados no material divulgado.

A publicação também pede o compartilhamento do vídeo e apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, número 22. O episódio ocorre no contexto do chamado “desafio dos sigilos” entre as campanhas no segundo turno das eleições de 2026.

Fonte: midiamax.com.br