Tapa-buracos volta a abrir em Campo Grande por chuvas e asfalto antigo, diz secretário

Tapa-buracos volta a abrir em Campo Grande por chuvas e asfalto antigo, diz secretário

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, atribuiu a reincidência dos buracos em Campo Grande ao excesso de chuvas e ao comprometimento da base estrutural das vias. A declaração foi dada durante sabatina realizada nesta terça-feira (27) na Câmara Municipal.

Brandão também relacionou a lentidão do serviço de tapa-buracos à quebra de contratos com uma empresa alvo de uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a medida afetou quatro frentes de trabalho e reduziu a capacidade de atendimento.

De acordo com o secretário, dos sete contratos existentes quando assumiu a gestão, apenas três continuavam vigentes, com duas frentes em operação. Atualmente, são 12 contratos em vigor em parceria com o consórcio central, que possui uma usina própria para distribuir Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), usado nos reparos.

Chuva prejudica reparos nas ruas

Durante a apresentação, Brandão afirmou que o primeiro quadrimestre de 2026 registrou o maior número de reparos em buracos na cidade em comparação com os primeiros meses dos anos anteriores. Ele disse ainda que os trabalhos têm priorizado avenidas e vias arteriais.

Secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, durante sabatina na Câmara Municipal de Campo Grande (Foto: Izaias Medeiros)
Secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, durante sabatina (Foto: Izaias Medeiros)

O secretário apresentou dados acumulados de chuva entre janeiro e setembro: 471 milímetros em 2024, 691 milímetros em 2025 e 1.279 milímetros em 2026. Na avaliação dele, o volume interfere diretamente na operação tapa-buracos.

Base estrutural é apontada como causa

Questionado pelos vereadores sobre a qualidade do asfalto e o tempo de resposta dos reparos, o secretário afirmou que o problema não está necessariamente no material utilizado. Segundo Brandão, muitas ruas têm mais de 30 anos e apresentam a base estrutural comprometida.

Nessas condições, explicou, o tráfego intenso e as chuvas podem fazer com que o ponto reparado volte a apresentar problemas. Moradores acompanharam a sessão e demonstraram insatisfação com a quantidade de buracos espalhados por Campo Grande.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br