O pedido de impeachment de Ricardo Nunes foi arquivado nesta terça-feira, 3, por uma Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo. A decisão foi tomada por 5 votos a 2.
A comissão havia sido instaurada na última quinta-feira, 29, para analisar a atuação do Executivo em relação à disponibilidade de ônibus em circulação em 25 de outubro, durante a votação do segundo turno das eleições.
Relator defendeu arquivamento
O relator do caso, Major Palumbo (PP), afirmou que o pedido não reunia condições para ser transformado em acusação contra o prefeito. Segundo ele, a redução da abstenção no segundo turno em comparação com o primeiro indicaria que não houve problemas relacionados ao transporte.
No parecer, Palumbo também alegou que não houve omissão, negligência, improbidade administrativa ou atentado contra o exercício de direitos políticos. O relator sustentou ainda que as supostas ilegalidades estavam sendo apuradas pela Justiça Eleitoral e que a Câmara Municipal não teria competência para avaliar o caso.
Votação na comissão
O voto pelo arquivamento foi acompanhado por Rubinho Nunes (União Brasil), presidente da comissão, Kenji Ito (Podemos), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). Luana Alves (PSOL) e Hélio Rodrigues (PT) votaram contra.
O pedido havia sido protocolado por Amanda Paschoal (PSOL), Celso Giannazi (PSOL) e Sílvia da Bancada Feminista (PSOL). Os solicitantes acusaram Ricardo Nunes de improbidade administrativa, descumprimento de decisões judiciais e atentado contra o exercício de direitos políticos em razão da suposta falta de ônibus no segundo turno.
Na ocasião, a Prefeitura afirmou que enfrentou dificuldades logísticas para mobilizar as equipes rapidamente após uma determinação judicial, no sábado, 24, para oferecer 100% dos ônibus. Ricardo Nunes negou falhas e declarou que a frota em operação era maior do que a demanda.
Fonte: midiamax.com.br

