A megafábrica de papel pode ser anunciada em 2027 no Mato Grosso do Sul, segundo informações divulgadas pelo Correio do Estado com base em declarações do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen. As negociações com empresas do setor estariam em fase avançada.
O projeto permitiria transformar parte da celulose produzida no próprio Estado, ampliando a cadeia industrial do Vale da Celulose. Ainda não foram informados o nome da empresa envolvida, o investimento estimado, a capacidade de produção ou o município que receberia a unidade. Também não há confirmação de contrato assinado.
Produção de celulose sustenta expansão industrial
Mato Grosso do Sul já recebeu investimentos próximos de R$ 100 bilhões em projetos ligados à celulose, às florestas plantadas e à infraestrutura do setor. Com a entrada em operação do Projeto Cerrado, da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, a capacidade instalada chegou a aproximadamente 7,4 milhões de toneladas de celulose por ano.

A capacidade deve aumentar com os projetos da Arauco, em Inocência, e da Bracell, em Bataguassu. A fábrica da Arauco recebeu investimento de US$ 4,6 bilhões e foi projetada para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais, com operação prevista para começar no segundo semestre de 2027. A unidade da Bracell, ainda em fase de licenciamento, poderá alcançar cerca de 2,9 milhões de toneladas por ano.
A possível indústria de papel também poderia estimular atividades de manutenção, logística, automação, produtos químicos, embalagens e serviços especializados. Três Lagoas e outros municípios do Vale da Celulose podem ser beneficiados, embora a localização da futura unidade ainda não tenha sido definida.

Florestas plantadas e infraestrutura são desafios
Mato Grosso do Sul possui cerca de 2 milhões de hectares de florestas plantadas, área quase seis vezes maior que a registrada em 2010. A meta estadual é chegar a 2,5 milhões de hectares, com concentração em municípios como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Selvíria, Brasilândia, Inocência, Bataguassu e Santa Rita do Pardo.
A expansão de uma indústria de papel aumentaria a demanda por madeira e poderia pressionar rodovias, ferrovias, energia, habitação e serviços públicos. O transporte também tende a ficar mais caro conforme as áreas de cultivo se afastam das fábricas.
Outro ponto citado é a disponibilidade de trabalhadores. A Fiems estima que a indústria sul-mato-grossense tenha cerca de 27 mil vagas sem preenchimento, incluindo funções operacionais, técnicas e especializadas.
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Fonte: atualizams.com.br

