Em Campo Grande, uma mulher de 27 anos, sócia de uma clínica alvo da Operação Gutenberg, foi extorquida após receber uma ligação ameaçadora. O crime ocorreu recentemente, e a vítima foi coagida a transferir R$ 20 mil para não ser morta.
A mulher recebeu uma chamada de um homem que se identificou como membro de uma facção criminosa. Ele tinha informações sobre a vítima, incluindo seu endereço e características físicas, e mencionou tê-la visto saindo da clínica no dia do crime, 28 de setembro. Após as ameaças, a vítima realizou dois pagamentos via Pix, totalizando aproximadamente R$ 4.853,77.
Operação Gutenberg e suas implicações
A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no início de setembro, investiga um esquema de fraude que teria desviado R$ 27 milhões de prefeituras em Mato Grosso do Sul. A denúncia já foi formalizada contra 17 pessoas e ainda aguarda análise judicial.
As investigações revelaram que a Editora Avante, ligada aos investigados, firmou um contrato de R$ 1 milhão com a Prefeitura de Miranda, apesar de ser uma empresa recém-criada. A operação teve início em 2023 e culminou em diversas prisões, com 15 mandados cumpridos até agora.
Denunciados na Operação
Entre os denunciados estão Rossana Paroschi Jafar, dentista e dona da gráfica; Olívia Paroschi Jafar, médica e proprietária da clínica investigada; e outros empresários e ex-agentes públicos. O Gaeco também identificou que a estrutura da saúde estadual foi utilizada para coagir prefeitos a adquirirem livros da editora, vinculando a liberação de procedimentos à compra dos materiais.
Fonte: https://midiamax.com.br

