Família de Ayla nega envolvimento da mãe em sequestro de bebê

Família de Ayla nega envolvimento da mãe em sequestro de bebê

A família de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, a recém-nascida resgatada após um suposto sequestro, nega que a mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, tenha qualquer envolvimento no caso. A jovem também teria sido levada pelos supostos sequestradores para um cativeiro após ser atraída para fazer um serviço de babá.

Em entrevista ao Jornal Midiamax, a avó de Ayla, que optou por não ser identificada, afirmou que as acusações contra sua filha são falsas e que a adolescente nunca faria mal à criança. ‘Coisa que não foi verdade, alegando que minha filha fez alguma coisa. Ela é mãe, né? Nunca que ela ia vender um bebê’, declarou a avó.

Suspeita e investigações

A avó mencionou que não conhecia a suposta sequestradora, identificada como Suzilaine da Graça Costa, mas que sua filha reconheceu a suspeita por meio de uma foto. ‘Minha filha conheceu ela. O homem eu nunca vi, nem a mulher. O homem elas nunca viram, mas dizem que é o marido dela’, explicou.

Outro membro da família acredita que o casal suspeito, Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, ambos detidos na madrugada de domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pretendia criar a recém-nascida como sua filha. ‘Acreditamos, sim, que ela criaria a Ayla, mas só vamos saber mesmo depois do depoimento dela’, afirmou.

Relembrando o sequestro

No dia 8, um homem envolvido no sequestro da recém-nascida foi preso pela Polícia Civil. Ele teria emprestado uma casa no bairro Universitário para esconder a bebê, alegando não saber o motivo. A criança teria sido sequestrada na madrugada de sexta-feira (7), quando a mãe foi dopada ao visitar a casa da sequestradora.

A suspeita se aproximou da mãe durante a gestação e ofereceu fazer um book de fotos gratuitamente da recém-nascida. Na tarde do dia 6, a mulher chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa, oferecendo R$ 100 pelo serviço e sugerindo que a mãe levasse a recém-nascida.

A adolescente foi ao encontro acompanhada de sua irmã de 13 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao local, a adolescente pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a irmã para os fundos da casa. O caso segue sob investigação pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Links e documentos citados

Fonte: midiamax.com.br

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