O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira, 13, com alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1930. Essa é a quarta sessão consecutiva de valorização da moeda americana em relação ao real, mesmo diante de uma leve queda do dólar frente a outras divisas latino-americanas.
Os operadores do mercado destacam que o movimento de alta é impulsionado pela redução das posições de investidores estrangeiros em ativos brasileiros. Esse movimento se intensificou desde terça-feira, após o JPMorgan rebaixar sua recomendação para o Brasil e a divulgação de pesquisas eleitorais que mostram a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto.
O dólar chegou a operar próximo ao teto de R$ 5,20 e acumulou uma valorização de 2,15% na semana e de 2,42% no mês, após uma queda de 1,79% em julho. Especialistas alertam que os ativos brasileiros não estão oferecendo prêmios suficientes para justificar os riscos associados à proximidade das eleições, que devem aumentar a volatilidade da taxa de câmbio.
Análises do Mercado
Guilherme Casagrande, especialista em câmbio, afirmou que não há, até o momento, indicações de mudança na política econômica em 2027 que possam conter o aumento do endividamento público. Além disso, analistas criticaram um projeto de lei complementar que reduz a tributação sobre combustíveis, citando a introdução de ‘jabutis’ que afetam outros setores.
Fernando Cesar, da corretora AGK, destacou que as novas medidas fiscais podem piorar o risco fiscal e contribuir para a saída de capitais estrangeiros. Ele observou que, se não fosse a alta dos juros reais, o dólar poderia já estar em níveis superiores a R$ 5,40.
Contexto Internacional
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, apresentou leve queda, operando a 99,972 pontos. As taxas dos Treasuries também caíram, em meio a dados de inflação que indicam uma leitura menos preocupante.
O mercado aguarda a divulgação de um novo relatório de inflação e de emprego nos EUA, que pode influenciar as expectativas sobre futuras elevações de juros pelo Federal Reserve.
Fonte: midiamax.com.br


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