O motorista do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, prestou depoimento nesta segunda-feira (17) e reafirmou que policiais militares pararam seu carro, apontaram lanternas para dentro do veículo e ordenaram que ele deixasse o local onde estava estacionado, em frente a um hotel na Vila Mariana.
O depoimento ocorre após a versão do motorista ser contestada por investigadores, que afirmam que os horários apresentados não coincidem com as imagens das câmeras de segurança analisadas. A abordagem teria ocorrido na noite do último dia 11, após o motorista deixar Haddad em casa.
Contradições nas versões
Na manhã seguinte, Haddad comentou com jornalistas sobre a “abordagem fora do padrão” feita pelos PMs, alegando que seu motorista, Alessandro Caseri, teria sido seguido por uma viatura da corporação. Câmeras de segurança registraram a passagem de uma viatura da PM no momento em que Haddad entrava em casa.
Outra câmera, posicionada em frente ao hotel, mostrou Alessandro estacionando e permanecendo no local por 20 minutos. As imagens indicam que uma viatura da PM se aproximou do veículo e depois desapareceu da filmagem. A Secretaria de Segurança Pública declarou que as gravações não corroboram a versão do candidato.
Depoimento do motorista
Durante seu depoimento, o motorista confirmou as declarações de Haddad, afirmando que decidiu ir ao hotel, na rua Joinville, por considerá-lo um local seguro. Ele relatou que já havia sido abordado por PMs em duas ocasiões anteriores, quando lanternas foram apontadas para o interior do carro.
Alessandro declarou que, enquanto a viatura da Força Tática passava, um dos policiais teria comentado “olha o carro” antes de a equipe estacionar em frente ao seu veículo e desembarcar. Ele afirmou que um dos PMs ordenou que ele “vazasse” do local. As gravações mostram o carro de Alessandro deixando a área por volta das 22h26.
Mensagem enviada a assessores
Após o incidente, o motorista enviou uma mensagem a um assessor de Haddad, relatando a situação e mencionando que se sentia monitorado. Ele enviou a mensagem às 22h41, expressando preocupação e afirmando que não queria alarmar a equipe. No depoimento, Alessandro disse que deixou o local por volta das 23h09, o que é considerado pela equipe de investigação como uma contradição em relação às filmagens.
O motorista não pretende formalizar uma denúncia contra os policiais e afirmou que apresentará os prints das conversas com o assessor sobre a perseguição. Ele também pediu que a polícia verificasse uma outra câmera de segurança na rua Victor Brecheret, que supostamente registrou a abordagem.
Neste domingo, o governador Tarcísio de Freitas declarou que as imagens não demonstram nada anormal e caracterizou o episódio como uma falsa comunicação.
Links e documentos citados
Fonte: midiamax.com.br


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