57% das mães no Brasil mantêm amamentação exclusiva até os 6 meses

57% das mães no Brasil mantêm amamentação exclusiva até os 6 meses

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 57% das mães no Brasil optam pela amamentação exclusiva até os seis meses de idade de seus filhos. Essas informações são baseadas em pacientes acompanhados pela Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Até agosto de 2026, um levantamento parcial revelou que 59% dos bebês de até seis meses atendidos na APS estão recebendo aleitamento materno exclusivo. Desde 2015, os anos de 2024 e 2025 registraram as maiores taxas, ambas com 57%.

Levantamentos e metas

Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) referem-se apenas a bebês que frequentam as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Um estudo nacional, o ENANI-2019, indicou que 45,8% das crianças brasileiras entre 0 e 6 meses recebem leite materno exclusivamente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta de 60% de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de 6 meses até 2030.

Importância da Atenção Primária

Ana Luiza Caldas, secretária de Atenção Primária à Saúde, destacou a relevância da Atenção Primária na proteção e promoção da amamentação. Nas UBS, as famílias têm acesso a profissionais que acompanham a gestação, o pós-parto e o desenvolvimento infantil, oferecendo suporte para os desafios que podem surgir.

Benefícios da Amamentação

Amamentar desde a primeira hora de vida até os dois anos ou mais é considerado o método mais eficaz para reduzir a morbimortalidade infantil. Estudos indicam que essa prática pode diminuir em até 13% a mortalidade infantil por causas preveníveis.

Além disso, a adoção universal de práticas recomendadas de aleitamento materno pode prevenir mais de 820 mil mortes infantis por ano e cerca de 20 mil óbitos maternos relacionados ao câncer de mama.

A amamentação também reduz a incidência de diarreias e infecções, além de contribuir para o desenvolvimento cognitivo e físico das crianças, como a mastigação e a fala. Crianças amamentadas têm menor risco de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 no futuro.

Para as mulheres, os benefícios incluem menor risco de hemorragias pós-parto, redução das chances de câncer de mama, ovários e endométrio, além de um menor risco de diabetes tipo 2, colesterol alto e hipertensão.

Fonte: midiamax.com.br

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