Renan Santos classifica decisão do TSE como 'cassação branca'

Renan Santos classifica decisão do TSE como ‘cassação branca’

O candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), se referiu à decisão do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como “cassação branca”. A determinação, divulgada nesta segunda-feira (31), suspendeu sua campanha eleitoral devido a omissões nas informações das redes sociais do candidato.

Durante uma coletiva de imprensa, Renan afirmou: “Centenas de candidatos passaram por esse mesmo problema. Um sistema novo que foi implementado não deveria servir de subterfúgio para que um juiz caça candidaturas como ele está fazendo, porque o que ele está fazendo comigo é uma cassação branca da minha candidatura.”

O candidato também criticou o ministro Dias Toffoli e seu suposto envolvimento com o Banco Master de Daniel Vorcaro, chegando a solicitar o impeachment de Toffoli. Santos anunciou que pretende recorrer da decisão ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. “O caso em si é apenas absurdo e nos leva a refletir sobre o papel político que um ministro da Suprema Corte tem sobre a nossa democracia”, destacou.

As restrições impostas pela decisão também afetam Aroldo Medina, candidato a vice-presidente em sua chapa. As proibições incluem a utilização de sites, redes sociais e aplicativos de mensagens que não foram informados previamente à Justiça Eleitoral. O TSE alegou que perfis irregulares estavam sendo usados para divulgar conteúdos favoráveis ao candidato.

Santos protocolou o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) em 7 de agosto, mas uma petição complementar com a relação de 16 perfis utilizados na campanha foi apresentada apenas em 19 de agosto. A decisão cautelar do ministro prevê a suspensão da propaganda digital e o bloqueio dos repasses do FECF (Fundo Especial de Financiamento de Campanha).

Além disso, Renan Santos está proibido de participar de debates no rádio, na televisão, em podcasts e em outros meios de comunicação. As restrições digitais limitam sua campanha, uma vez que ele não tem horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e não é obrigado a ser convocado para os debates, já que o partido Missão não cumpre a cláusula de desempenho das eleições de 2022.

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Fonte: midiamax.com.br