Câmara de Três Lagoas debate proibição de fogos barulhentos em audiência pública

Câmara de Três Lagoas debate proibição de fogos barulhentos em audiência pública

Na noite desta quarta-feira (26), a Câmara de Vereadores de Três Lagoas promoveu uma audiência pública que trouxe à tona a discussão sobre a proibição de fogos de artifício com estampidos. A sessão, proposta pelo vereador Marco Silva, foi marcada por um embate entre a defesa da saúde pública e as tradições culturais.

Conflito entre tradições e saúde pública

A proposta que visa proibir rojões com estouro na cidade gerou divisões entre defensores da causa animal e inclusão e aqueles que defendem a liberdade de uso desses artefatos em celebrações. O debate ressaltou a necessidade de equilibrar a liberdade de comércio e costumes locais com o bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pacientes acamados e animais de estimação.

Impactos do ruído excessivo

Durante a audiência, especialistas destacaram que o barulho dos fogos de artifício não é apenas um incômodo, mas sim um problema de saúde pública. As fonoaudiólogas Janaína Lara Peres e Cristiane Satiko Ito alertaram sobre os riscos que o ruído excessivo representa, especialmente para pessoas com TEA, ressaltando a necessidade de alternativas que promovam a inclusão.

Riscos auditivos e vulnerabilidade animal

Cristiane enfatizou que os estrondos podem causar sérias lesões auditivas, como perfuração timpânica e perda auditiva, mencionando que “prevenir é mais seguro do que tratar uma lesão”. O médico veterinário Luan de Freitas Reino também abordou a vulnerabilidade de animais de estimação, cuja capacidade auditiva é significativamente maior que a humana, alertando sobre o pânico que os estampidos podem causar.

Próximos passos e fiscalização

A audiência contou com a participação de jovens parlamentares e do promotor de justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira, que destacaram a importância de discutir a temática. O vereador Marco Silva rebateu as críticas sobre a viabilidade da lei, citando exemplos de outras cidades que já implementaram restrições com sucesso. Ele defendeu a proposta como uma forma de migrar para opções de comemorações com menos ruído e cobrou mais rigor na fiscalização de abusos sonoros na cidade.

A questão promete novos desdobramentos e debates intensos na Câmara, assim que a proposta de lei for formalmente apresentada para votação.

Fonte: fatosregionais.net.br

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