A defesa de policiais presos na Operação Infiltrados e denunciados por suposto desvio de drogas na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) pretende apresentar habeas corpus para tentar trancar a ação penal e pedir a liberdade de Augusto Torres Galvão Florindo e Marcos André Santos Chaves.
Segundo os advogados do escritório Márcio Sandim, há ilegalidades e inconsistências na denúncia. A defesa afirma que a investigação teria reunido acontecimentos distintos e retomado elementos de um depoimento relacionado a uma ação penal na qual Augusto foi absolvido por insuficiência de provas.
Seis servidores apontados como envolvidos no esquema também respondem a procedimentos na Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Além de Augusto e Marcos André, Roberto Palmeira da Silva responde criminalmente, conforme informado pela defesa.
Gaeco pede perda de cargos e R$ 10 milhões
Na denúncia oferecida no dia 9 de outubro, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado) pediu à Justiça a perda dos cargos do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, de outros oito policiais civis e de um policial penal.
O órgão também pediu a condenação dos agentes públicos por crimes de integrar organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de capitais e tráfico de drogas, em alguns casos. A denúncia solicita ainda o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e reparação dos danos atribuídos às infrações.
O pedido de perda de cargo envolve Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Marcos André Santos Chaves, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton Cesar Sales dos Santos, Roberto Palmeira da Silva, Augusto Torres Galvão Florindo e Vitor Ribeiro Venâncio dos Santos.
Defesa de Hoffman contesta provas
O advogado José Roberto Rosa, que representa Hoffman, afirmou que as provas apresentadas serão questionadas durante a instrução processual. Segundo ele, a análise dos elementos em seu contexto integral deverá demonstrar que o delegado não participou dos ilícitos investigados.
A defesa sustenta que não há indicação direta da participação de Hoffman, mas apenas recortes com indicações e suposições de que ele teria aderido à conduta. Rosa declarou que espera demonstrar, ao final do processo, a ausência de participação do delegado.
Fonte: Midiamax.
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Fonte: midiamax.com.br

