Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) registrou apreensões de pelo menos 634,5 quilos de drogas, sendo aproximadamente 348,9 quilos de cocaína. Esse período coincide com as investigações da Operação Infiltrados, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Os dados foram coletados com base nas apreensões divulgadas publicamente pela Polícia Civil até 10 de fevereiro de 2026, data em que o delegado Hoffman d’Ávila Cândido e Sousa deixou o comando da Denar para assumir a direção do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).
Principais apreensões de cocaína
A maior apreensão de cocaína no período ocorreu em 27 de novembro de 2025, quando a Denar e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) encontraram 332,4 quilos da droga dentro de uma Toyota Hilux na BR-163, em Campo Grande. A abordagem foi realizada após informações de inteligência sobre o transporte de entorpecentes.
Além disso, em 14 de novembro de 2025, a Denar apreendeu 7,162 quilos de cocaína durante a Operação Nárke V, e no início de dezembro, outras ações resultaram na apreensão de 9,318 quilos de cocaína, parte da qual era transportada por passageiros bolivianos.
Total de drogas apreendidas
No levantamento das apreensões entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, a Denar contabilizou pelo menos 634,5 quilos de drogas. Em outubro, cerca de 263 quilos foram apreendidos, principalmente maconha e skunk. O mês de novembro teve um aumento significativo, com mais de 358 quilos, devido à apreensão de cocaína na BR-163.
Os números podem ser ainda maiores, uma vez que apenas as ocorrências com quantidades divulgadas foram contabilizadas. Até o momento, não há confirmação de que as drogas apreendidas estejam relacionadas às investigações da Operação Infiltrados.
Incineramento de drogas
Em 6 de fevereiro de 2026, a Polícia Civil incinerou quase 10 toneladas de drogas em Campo Grande, antes da mudança no comando da Denar. Os números de apreensões ocorrem no mesmo período em que o Gaeco conduzia as investigações, mas não estabelecem relação direta entre as apreensões e as suspeitas investigadas.
Fonte: fatosregionais.net.br

