Nesta terça-feira, o dólar se valorizou em relação ao real, fechando a R$ 5,2216, um aumento de 0,39%, após uma manhã marcada por oscilações. Este movimento reflete a tendência da moeda norte-americana no mercado externo, em um dia caracterizado por aversão ao risco.
O valor máximo registrado foi de R$ 5,2221, fazendo com que o dólar se mantivesse acima de R$ 5,20 pelo terceiro pregão consecutivo. Na segunda-feira, a moeda havia fechado em baixa de 0,36%, após cinco dias de alta. Com uma desvalorização de 1,79% em julho, o dólar acumula ganhos de 2,98% em agosto, mas apresenta perdas de 4,87% no ano.
Análise do cenário econômico
Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital, comentou que, apesar da saída de recursos da bolsa brasileira, o fluxo cambial não indica uma crise. Entretanto, ele ressalta que o risco eleitoral pode manter o dólar acima de R$ 5,167.
As cotações do petróleo também influenciaram o mercado, com o Brent encerrando em leve alta, a US$ 91,02 o barril. As tensões no Oriente Médio e a incerteza sobre o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz contribuem para essa movimentação.
Expectativas para o futuro
O diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, observou que o real não reagiu positivamente à alta do petróleo, devido à aversão ao risco e à proximidade das eleições presidenciais. O índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, também apresentou leve alta, alcançando 99,640 pontos por volta das 17h.
Os mercados aguardam a divulgação da ata do encontro de política monetária do Federal Reserve, que pode evidenciar divisões sobre a necessidade de um aperto monetário nos EUA. Chris Turner, chefe de estratégia global de mercados do banco ING, destacou que a alta nos preços de energia tende a aumentar a pressão sobre o dólar, impactando também as divisas emergentes.
Fonte: midiamax.com.br


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