O dólar à vista encerrou o pregão desta sexta-feira (23) abaixo de R$ 5, pela primeira vez desde o dia 9, em meio a apostas de investidores na vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. A moeda caiu 0,92%, a R$ 4,9931.
Na mínima do dia, o câmbio chegou a R$ 4,9891. Com o resultado, o dólar acumulou queda de 1,58% na semana, depois de ter avançado 1,77% no período anterior.
Operadores citaram a possibilidade de entrada de recursos estrangeiros em ativos locais e de desmontagem parcial de posições de proteção cambial antes do segundo turno. A movimentação ocorreu apesar da alta predominante do dólar diante de outras moedas no exterior.
Pesquisas influenciaram as apostas do mercado
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira apontou empate entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos votos válidos. Já o levantamento Ipespe/Abrapel mostrou o senador numericamente à frente: 48% a 47% nos votos totais e 50,5% a 49,5% nos votos válidos.
Marcos Weigt, diretor de Tesouraria do Travelex Bank, afirmou que as apostas dos investidores na vitória de Flávio são amplamente majoritárias, embora as pesquisas indiquem uma disputa acirrada. Segundo ele, as expectativas de mudança na política fiscal estão concentradas no candidato da oposição.
Para Weigt, o dólar pode recuar caso Flávio vença, mas subir de forma expressiva em um eventual triunfo de Lula.
Projeções para o câmbio
Álvaro Vivanco, estrategista de mercados emergentes do Wells Fargo, considera a vitória de Flávio seu cenário-base e atribui 33% de chance à reeleição de Lula. O analista mantém posições vendidas em dólar contra o real.
No cenário de vitória do candidato do PL, Vivanco projeta o dólar a R$ 4,75. Se Lula for reconduzido ao cargo, a estimativa é de uma taxa de câmbio de R$ 5,30.
No exterior, o índice DXY avançava 0,19%, aos 101,799 pontos, por volta das 17h. O petróleo Brent para dezembro subiu 3,13%, a US$ 116,72 o barril, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
Fonte: midiamax.com.br

