O dólar à vista encerrou esta quinta-feira (22) cotado a R$ 5,0394, com alta de 0,23% frente ao real. O movimento acompanhou a valorização da moeda americana em relação a divisas emergentes, em um dia de aversão ao risco nos mercados globais.
A cotação oscilou pouco mais de três centavos, entre a mínima de R$ 5,0226 e a máxima de R$ 5,0559. Apesar de dois pregões consecutivos de alta, o dólar ainda acumula queda de 0,67% na semana e recuo de 2,62% em outubro.
Mercado acompanha cenário eleitoral
No Brasil, as incertezas sobre a corrida presidencial também influenciaram as expectativas. Pesquisas recentes apontaram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Levantamento Indexa/Broadcast divulgado nesta quinta-feira mostrou diferença de 1,1 ponto entre as intenções de voto de Flávio, com 45,2%, e Lula, com 44,1%. A pesquisa anterior indicava vantagem de 1,5 ponto. Já a sondagem PoderData/Aya registrou 49% para o candidato do PL e 48% para Lula. A expectativa era pela divulgação da pesquisa Datafolha a partir das 19h.
Segundo Marcelo Fonseca, economista-chefe do grupo CPVAR, o movimento de aversão ao risco teve relação principalmente com questionamentos sobre o crédito destinado ao setor de inteligência artificial e com a alta do petróleo, não sendo um fenômeno específico do Brasil.
Petróleo e ativos de proteção
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,14% por volta das 17h, aos 101,637 pontos. A queda foi influenciada principalmente pela baixa de cerca de 0,80% da moeda americana em relação ao iene.
As taxas dos Treasuries caíram em bloco, em um movimento associado à busca por proteção. O contrato do petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 4%, a US$ 113,17, nos maiores níveis desde maio, em meio à escalada dos ataques entre os Houthis, grupo aliado ao Irã, e a Arábia Saudita.
Para Fonseca, uma eventual vitória de Flávio poderia levar o dólar a buscar R$ 4,95 ou R$ 4,90. Já uma reeleição de Lula, segundo a avaliação do economista, poderia elevar a cotação para R$ 5,30 devido ao aumento dos temores fiscais. Essas projeções foram apresentadas como cenários, e não como resultados confirmados.
Fonte: midiamax.com.br

