Filha de caminhoneiro pede justiça após desabamento de ponte em MS

Filha de caminhoneiro pede justiça após desabamento de ponte em MS

Bruna Letícia Lima Freitas, de 29 anos, filha do caminhoneiro Alexandre de Freitas, conhecido como “Lobisomem”, cobra justiça pela morte do pai, ocorrida no desabamento da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na MS-163, na última quinta-feira (13).

Alexandre, de 49 anos, transportava uma carga de manilhas quando a estrutura desabou. Ele estava sozinho no veículo e foi encontrado submerso na cabine do caminhão. Morador da Vila Carlota, em Campo Grande, o caminhoneiro completaria 50 anos em novembro e atuava na profissão há mais de 30 anos.

Em entrevista ao Jornal Midiamax, Bruna expressou seu desejo por respostas sobre a segurança da ponte. “Quero saber por que aquela ponte chegou a esse estado. Quero saber quem tinha a responsabilidade de fiscalizar e garantir que pessoas pudessem passar por ali em segurança”, afirmou.

Bruna também destacou que nenhuma resposta poderá trazer de volta o pai. “Meu pai não vai voltar. Nada vai preencher o vazio que ficou na nossa família. Mas, justamente porque ele não pode mais falar, eu vou falar por ele”, declarou.

Filha de caminhoneiro pede justiça após desabamento de ponte em MS
Crédito: midiamax.com.br

Avaliação das Pontes em MS

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), determinou a avaliação estrutural de pontes construídas há cerca de 20 anos por uma única empreiteira no Estado, em resposta ao desabamento das estruturas. A possibilidade de implodir as pontes restantes está sendo considerada caso os laudos técnicos indiquem a inviabilidade de reforço.

A Agesul-MS (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou uma consultoria de engenharia especializada para realizar a avaliação das pontes. O diagnóstico deve ser concluído em um prazo de um a dois meses.

De acordo com Riedel, o colapso das estruturas está relacionado ao tráfego de cargas superiores à capacidade original de projeto, com caminhões de nove eixos circulando com cargas superiores a 100 toneladas.

Além da ponte sobre o Rio Taquari, outras duas pontes construídas pela mesma empresa já cederam. A queda da ponte foi atribuída à passagem de um veículo com sobrepeso.

Links e documentos citados

Fonte: midiamax.com.br

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