O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a cassação da chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Geraldo Alckmin (PSB) nesta segunda-feira (28). O pedido é fundamentado em supostos abusos de poder econômico e político.
Segundo os advogados de Flávio, o Ministério da Cultura (MinC) teria sido utilizado em favor da campanha de Lula, empregando recursos públicos, servidores e canais oficiais. A ação também pede a inelegibilidade da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e de outros integrantes do MinC, incluindo a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Ação de Investigação Judicial Eleitoral
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) é relatada pelo ministro corregedor substituto Ricardo Villas Bôas Cueva. Um dos casos mencionados na ação é um ato virtual do Movimento Cultura com Lula, que ocorreu em 14 de setembro, com a participação de Janja, Margareth Menezes e do secretário-executivo do MinC, Mário Tavares.
Além disso, a petição destaca a utilização de grupos oficiais do MinC para a divulgação do ato, afirmando que o ministério reconheceu a publicação de material de divulgação político-eleitoral. O conteúdo foi removido posteriormente, segundo informações do MinC.
Doações e parcerias questionadas
Outro ponto levantado pelos advogados é a participação de três dirigentes do MinC na campanha de Lula, que declararam doações estimáveis de R$ 6.500 cada para a elaboração e coordenação de atos de campanha. A petição também questiona um aditivo de R$ 1,024 milhão firmado pelo MinC com o coletivo Soylocoporti em maio de 2026, que foi prorrogado até fevereiro de 2027, totalizando R$ 3,683 milhões.
A ação será analisada pelo TSE, e as acusações apresentadas ainda serão objeto de apuração pela Justiça Eleitoral.
Fonte: midiamax.com.br

