A empresária Jessyca Duarte Burgatt, ré na Operação Gutenberg, é identificada como operadora de propina no esquema da Dirty Pix, que desviou mais de R$ 18 milhões do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, localizado em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande.
De acordo com informações do Ministério Público, Jessyca recebeu R$ 100 mil da empresa Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos LTDA e repassou parte desse montante, totalizando R$ 50,7 mil, a dois investigados: o ex-assessor político Júlio Cesar Alves da Silva, que está preso, e a servidora municipal Adriele Nogueira Trelha, diretora administrativa.
Transferências e triangulação financeira
As investigações do Gaeco revelam que, na época, Jessyca tinha sociedade com Adelto dos Santos Soares, um dos sócios da Pharbox. Após a prisão de Jessyca na Gutenberg, as sociedades foram desfeitas, conforme registros da Receita Federal.

O Gaeco identificou que Jessyca realizou sete transferências via Pix para Júlio Cesar entre 14 de setembro de 2022 e 25 de janeiro de 2023, totalizando R$ 43,8 mil. Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, foram três transferências de R$ 2,3 mil para Adriele.
Essas operações indicam uma triangulação financeira entre os investigados, a Pharbox e Jessyca, com ela atuando como intermediária financeira. O relatório de investigação menciona que as transferências frequentes e em valores redondos levantam suspeitas sobre a origem e o destino do dinheiro.

Desdobramentos e reações
O advogado de Jessyca, Perceu Jorge, afirmou que sua cliente ainda não foi formalmente citada, e que dará um posicionamento assim que tiver conhecimento das acusações. Até o momento, não foi possível contatar as defesas de Adelto e Júlio Cesar.
A Operação Dirty Pix já resultou na prisão de três pessoas, incluindo o presidente do Hospital Municipal e outros envolvidos, enquanto os relatórios periciais revelam como R$ 10 milhões repassados pelo hospital foram direcionados a políticos, servidores públicos e diretores da instituição.
Links úteis
Para mais informações sobre a cidade e o contexto das operações, acesse: Sidrolândia e Campo Grande.
Links e documentos citados
- após a prisão de Jéssyca na Gutenberg
- R$ 10 milhões repassados pelo Hospital Municipal de Sidrolândia para duas empresas foram parar nas mãos de políticos, servidores públicos e diretores da instituição.
- Manaus
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Fonte: midiamax.com.br

