Justiça afasta diretoria da Santa Casa e nomeia gestor provisório em Campo Grande

Justiça afasta diretoria da Santa Casa e nomeia gestor provisório em Campo Grande

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o afastamento de toda a diretoria da Santa Casa de Campo Grande, além dos integrantes do Conselho de Administração e a supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME). A medida foi assinada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Santa Casa
Intervenção judicial expõe suspeitas de corrupção, desvios e colapso na gestão. (Foto: Divulgação)

O administrador Luiz Alberto Hiroki Kanamura foi nomeado gestor provisório da instituição por um período de 180 dias, que pode ser prorrogado. Essa decisão ocorreu após o Ministério Público Estadual apresentar um pedido em uma ação cautelar.

Gaeco na Santa Casa
Santa Casa é alvo de operação (Foto: Gabi Cenciarelli/G1MS)

Motivos do afastamento

Na decisão, o juiz destacou que a Santa Casa enfrenta uma crise histórica, marcada por suspeitas de malversação de recursos públicos, falta de transparência e indícios de corrupção. Além do afastamento, a Justiça proibiu a recondução da atual diretoria em futuras eleições durante a vigência da medida cautelar.

Diretores afastados

Os dirigentes afastados incluem Alir Terra Lima (diretora-presidente), Heitor Miguel Scheibeler (presidente em exercício), Ivan Araújo Brandão (vice-presidente) e outros, totalizando uma lista extensa de conselheiros e diretores.

Corredores lotados da Santa Casa (Foto: Arquivo TV Morena)
Juíz aponta risco na prestação de serviços na Santa Casa. (Foto: Arquivo TV Morena)

Intervenção judicial

A decisão judicial ainda determina a comunicação aos bancos e cartórios para impedir qualquer movimentação administrativa ou financeira pelos dirigentes afastados. A ação ocorre após a deflagração da Operação Antidotum, que investiga irregularidades na gestão da Santa Casa.

Santa Casa de Campo Grande
Gestor provisório ficará a frente da Santa Casa por 180 dias. (Foto: José Aparecido)

Investigações em andamento

A Operação Antidotum, conduzida pelo Ministério Público, apura suspeitas relacionadas a um contrato de digitalização de prontuários médicos, que previa um pagamento total de R$ 5,4 milhões. A crise na gestão da Santa Casa é considerada sem precedentes, refletindo um cenário de corrupção e falhas administrativas.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br