O Ministério Público Federal (MPF) notificou a concessionária responsável pela BR-262 a apresentar, em até 15 dias, um plano de ações para melhorar a segurança no acesso ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), localizado em Três Lagoas. As medidas são direcionadas a estudantes, servidores, ciclistas e pedestres que enfrentam riscos diários na rodovia.
Solicitações do MPF
Entre as ações solicitadas, está a instalação de uma lombada eletrônica nas proximidades da universidade. Além disso, o MPF requisitou a implementação de dispositivos de segurança provisórios até que intervenções permanentes sejam realizadas. A concessionária deve informar quais obras planeja executar para garantir a travessia segura e o deslocamento adequado, especialmente para pessoas com deficiência.
Denúncia sobre condições do acesso
A investigação foi iniciada após uma denúncia em agosto, que apontava a falta de calçadas e uma travessia perigosa pela Avenida Ranulpho Marques Leal, que corresponde à BR-262 na área urbana de Três Lagoas. O relato destaca que a ausência de calçadas força os pedestres a compartilhar a via com os veículos, além de mencionar problemas como acúmulo de areia e irregularidades que dificultam o trânsito de idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Mudanças na responsabilidade da rodovia
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) esclareceu que a responsabilidade pela manutenção do trecho foi transferida para a Concessionária Rodovia da Integração, após a concessão em fevereiro. A mudança de administração resultou na retirada de radares de controle de velocidade próximos à UFMS, deixando a comunidade acadêmica preocupada com a segurança no local.
Apoio da UFMS
A UFMS se colocou à disposição do MPF, oferecendo apoio técnico para que as intervenções necessárias sejam integradas às demandas da comunidade acadêmica. A equipe de engenharia da universidade estará disponível para visitas técnicas e para colaborar na elaboração de projetos que atendam às necessidades identificadas.
Próximos passos
Agora, a concessionária terá que detalhar ao MPF as medidas que pretende adotar, incluindo os dispositivos emergenciais e o planejamento para uma solução definitiva. Até o momento, a empresa não se manifestou publicamente sobre as cobranças feitas pelo órgão.
Links e documentos citados
Fonte: atualizams.com.br

