Mato Grosso do Sul está entre os seis estados alvos da Operação Cone Sul, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina. A ação, que ocorreu simultaneamente em 30 cidades, identificou 164 suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa.
A 39ª Promotoria de Justiça do Estado denunciou os investigados em uma ação considerada a maior já registrada pelo Ministério Público de Santa Catarina. Foram cumpridos 132 mandados de busca e apreensão, resultando em 147 prisões, das quais oito em flagrante. Durante a operação, foram apreendidos celulares, armas de fogo, munições, drogas, documentos e outros materiais relevantes.
Detalhes da Denúncia
De acordo com a denúncia, que possui 1.500 páginas, os 164 denunciados atuavam em funções diversas, distribuídas em 12 núcleos organizacionais da facção criminosa. Desses, 31 ocupavam posições de alto escalão, comandando as operações do grupo. Outros 74 exerciam funções intermediárias, enquanto 60 estavam na base da hierarquia.
O Ministério Público informou que, além do envolvimento com a facção, 21 denunciados também são acusados de tráfico de drogas, e três por comércio ilegal de armas de fogo. Foi requisitada uma indenização mínima de R$ 200 mil por denunciado, a título de reparação pelos danos morais coletivos.
Objetivos da Operação
Considerada a maior ação já realizada pelo GAECO em Santa Catarina, a Operação Cone Sul foi deflagrada em 1º de julho de 2026. O principal objetivo era desarticular a facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas.
As investigações revelaram que a facção mantinha atividades em todo o país, com uma estrutura organizada chamada ‘Coluna Sul’, que coordenava ações em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Minas Gerais.
Estrutura e Comunicação
A denúncia detalha uma hierarquia bem definida dentro do grupo, com setores especializados para diversas tarefas, incluindo recrutamento de novos integrantes, comunicação interna e controle disciplinar. Os integrantes utilizavam grupos de mensagens para transmitir ordens e compartilhar informações estratégicas, permitindo que membros presos mantivessem contato com lideranças externas.
Além disso, foi identificado um sistema próprio de controle de armamentos, que englobava aquisição, cadastramento, armazenamento e manutenção das armas de fogo entre seus integrantes.
Links e documentos citados
Fonte: midiamax.com.br


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