O pai do adolescente investigado pelo assassinato de Ewerton Rodrigues da Silva afirmou à Polícia Civil que jogou no Rio Miranda o revólver usado no crime, em Bonito. Equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros fizeram buscas no distrito de Águas do Miranda, mas a arma não foi localizada.
Segundo a polícia, o homem declarou durante interrogatório, na Delegacia Regional de Jardim, que era proprietário do revólver. A versão apresentada é de que a arma teria sido adquirida havia aproximadamente dois anos, sem documentação ou registro legal, e permanecia municiada no porta-luvas de uma caminhonete.
O inquérito foi instaurado na sexta-feira (30) para apurar possíveis irregularidades relacionadas à aquisição, guarda e porte da arma. O pai também relatou que descartou o armamento no Rio Miranda, em trecho entre Bonito e Aquidauana, após o ocorrido.
Adolescente foi apreendido
O adolescente apontado como autor dos disparos foi apreendido na quarta-feira (28), em uma residência no bairro Cidade Nova, em Aquidauana. Na quinta-feira (29), ele foi transferido para Jardim. Na sexta-feira, foi encaminhado para uma UNEI (Unidade Educacional de Internação), em outro município do estado.
Durante as investigações, cerca de 13 pessoas foram ouvidas, incluindo o pai do adolescente. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário. O adolescente é investigado por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado consumado contra Ewerton Rodrigues da Silva e homicídio qualificado tentado contra o amigo da vítima, que segue internado.
Polícia aponta desentendimento
A 1ª CIPM (1ª Companhia Independente de Polícia Militar) informou que foi acionada na noite de sábado (24), ouviu testemunhas e analisou imagens de câmeras de monitoramento. Conforme a corporação, o caso começou após um desentendimento interpessoal, com agressões físicas mútuas e disparos de arma de fogo.
A irmã de Ewerton, Natália Rodrigues da Silva, afirmou em uma publicação que o caso ocorreu durante uma confusão em um bar após manifestações políticas em Bonito, mas negou que o crime tivesse motivação política. Segundo ela, o irmão tentou separar a briga e não tinha envolvimento com o conflito.
A Polícia Militar informou que o procedimento e os elementos de prova foram apresentados à Delegacia de Polícia Civil de Bonito para as providências de polícia judiciária. As diligências na região continuam.
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Fonte: midiamax.com.br

