Rota Bioceânica pode fortalecer logística de Três Lagoas e MS

Rota Bioceânica pode fortalecer logística de Três Lagoas e MS

A Rota Bioceânica poderá ampliar as alternativas logísticas de Três Lagoas e de outros exportadores de Mato Grosso do Sul, com uma ligação entre Porto Murtinho, o Paraguai, a Argentina e os portos chilenos do Oceano Pacífico.

Além de facilitar o envio de produtos para a Ásia, o corredor poderá atrair centros de distribuição, transportadoras, armazéns, terminais de carga, empresas de comércio exterior e serviços voltados à cadeia de exportação.

Entre janeiro e julho de 2026, Mato Grosso do Sul exportou US$ 7,21 bilhões. Soja, celulose e carne bovina representaram mais de 77% das vendas, enquanto a China recebeu quase metade dos produtos comercializados pelo Estado no exterior.

Três Lagoas pode ampliar atuação logística

Maior exportador de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas respondeu por 17,26% das vendas estaduais ao exterior nos primeiros sete meses de 2026. Em 2025, o município movimentou US$ 3,05 bilhões em exportações, com mais de 90% desse valor ligado à celulose.

A conexão com o Pacífico poderá interessar à indústria florestal e também a empresas de papel, alimentos processados e outros segmentos. A cidade poderá ser avaliada como porta de entrada, em Mato Grosso do Sul, para cargas vindas de São Paulo e de outras regiões.

A possibilidade está relacionada à atividade industrial de Três Lagoas, às conexões rodoviária e ferroviária e ao acesso à Rota da Celulose. Esses fatores podem favorecer novos investimentos em armazenamento, transporte e distribuição.

Uso dependerá de custos e acordos entre países

A celulose, no entanto, tende a adotar o corredor de forma gradual. As empresas do setor já contam com uma estrutura consolidada para levar grandes volumes por rodovias e ferrovias até terminais próprios, principalmente no Porto de Santos.

Inicialmente, a Rota Bioceânica poderá ser mais competitiva para produtos de maior valor agregado ou operações que priorizem rapidez e diversificação. A utilização em larga escala dependerá dos custos do transporte terrestre, da capacidade dos portos chilenos e da agilidade nas fronteiras.

A construção da estrada e da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é apenas uma parte do projeto. Paraguai, Argentina, Brasil e Chile ainda precisarão alinhar procedimentos aduaneiros, horários de atendimento, sistemas de fiscalização e exigências documentais.

O corredor também poderá operar no sentido inverso, permitindo a chegada de mercadorias asiáticas ao Brasil pelo Pacífico e a distribuição dos produtos para outras regiões a partir de Mato Grosso do Sul. Esse fluxo pode aumentar a demanda por armazenamento, desembaraço aduaneiro, manutenção de veículos, alimentação, hospedagem e serviços empresariais.

Fonte: Atualiza.MS.

Fonte: atualizams.com.br