A disputa pela presidência do Senado deve envolver um acordo entre Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN), que mantêm as próprias candidaturas, mas afirmam não pretender concorrer um contra o outro. A eleição está prevista para fevereiro de 2027.
Tereza Cristina, líder do PP no Senado, reafirmou nesta terça-feira (3) que deseja comandar a Casa e declarou que pretende ser a primeira mulher a ocupar o cargo. A senadora afirmou que ainda não há um acordo com Marinho, mas disse que os dois continuam dialogando.
“Continuamos a conversar. Estamos (discutindo) um acordo entre nós, mas não seremos candidatos um contra o outro”, afirmou Marinho. Tereza também confirmou que sua candidatura está mantida. A declaração da senadora foi divulgada em entrevista sobre a disputa pela presidência do Senado.
Voto aberto em discussão
Marinho defendeu que a votação seja aberta para pressionar senadores eleitos com apoio do bolsonarismo. Atualmente, a escolha da presidência do Senado ocorre por voto secreto.
O Partido Liberal deve discutir nesta quarta-feira (4) a possibilidade de apoiar a abertura dos votos. A medida é avaliada pela oposição como uma forma de pressionar parlamentares que poderiam votar pela reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa e apoiado pelo governo Lula.
Possibilidade de rodízio
Uma das alternativas debatidas pela oposição é um acordo de rodízio: Marinho e Tereza Cristina poderiam se revezar na disputa, com um deles concorrendo no ano que vem e o outro em 2029.
Fonte: midiamax.com.br

