A presidente da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, Alir Terra Lima, e outras cinco pessoas estão detidas após audiência de custódia realizada neste sábado (11). As prisões ocorreram durante a Operação Antidotum, que investiga um suposto esquema de corrupção no hospital.
Alir e os demais envolvidos foram levados ao Fórum Heitor Medeiros, onde foram informados de que, por se tratar de prisão preventiva, a única forma de reverter a situação seria através de um habeas corpus. A defesa da presidente alega que ela discorda das acusações e que pretende recorrer da decisão.
Defesa e alegações
O advogado de Alir, Murilo Marques, afirmou que ela está confusa em relação às imputações e que nunca foi responsável por pagamentos na instituição. “Ela não é ordenadora de despesa, então está bem indignada com as acusações”, afirmou Marques, que está preparando a defesa para solicitar a revogação da prisão preventiva.
Outros advogados que representam os demais detidos também destacaram a inocência de seus clientes. Leandro Gregório, advogado de Monique Gregório de Oliveira, coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística, afirmou que não há acusações diretas contra ela e que sua inocência será comprovada.
Operação Antidotum
A Operação Antidotum, realizada no dia 11 de setembro de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, resultou em seis mandados de prisão e 36 mandados de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Campo Grande e Dourados. As investigações apontam para possíveis fraudes e desvios de recursos na Santa Casa de Campo Grande.
Os alvos da operação incluem além de Alir, Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, diretor-adjunto de finanças; Rinaldo Hakme Romano, ex-diretor financeiro; Alessandro Dias Junqueira, ex-diretor administrativo; Monique Gregório de Oliveira; e Maurício Aparecido Benites, empresário.
Links e documentos citados
- Campo Grande
- operação contra corrupção
- Inocência
- Operação Antidotum
- Dourados
- Constituição Brasileira
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Fonte: midiamax.com.br

