Os acusados Fábio Santos Fogaça, de 45 anos, e Rogério Nascimento da Silva, de 36, passaram por audiência de instrução e julgamento nesta quinta-feira (05), em Ribas do Rio Pardo. Os dois são acusados pela morte de Maria José de Oliveira Beserra e continuam presos.
A idosa foi morta com golpes de faca no dia 28 de junho e encontrada por familiares na manhã seguinte. Segundo a acusação, o crime teria sido encomendado pelo sobrinho por causa de uma disputa relacionada à herança.
Durante a audiência, testemunhas foram ouvidas e os acusados foram interrogados por videoconferência. Fábio está preso desde oito dias após o crime. A prisão provisória foi convertida em preventiva, e um pedido de liberdade apresentado pela defesa em agosto foi negado pela Justiça.
Acusação aponta pagamento de R$ 5 mil
Conforme a denúncia, Maria foi atingida por 15 golpes de faca. O documento afirma que os acusados teriam agido com divisão de tarefas, mediante pagamento e promessa de recompensa, além de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Ainda segundo as investigações, Fábio teria contratado um carro de aplicativo para que Rogério saísse de Campo Grande e fosse até Ribas do Rio Pardo. A acusação sustenta que ele ofereceu R$ 5 mil para o comparsa matar duas tias. Desse valor, R$ 2 mil teriam sido pagos no mesmo dia, e os R$ 3 mil restantes seriam entregues posteriormente.
A denúncia relata que Rogério não encontrou a primeira vítima em casa e foi até a residência de Maria, localizada nas proximidades. Ela estaria dormindo quando ele entrou no quarto e a atacou. A vítima morreu no local em razão da gravidade dos ferimentos.
Acusados negam participação
Durante o interrogatório policial, Rogério negou ter sido o autor das facadas. Ele afirmou que teria recebido R$ 2 mil para passar diante das câmeras de segurança e aparentar ser o responsável pelo homicídio. Fábio também negou participação no crime.
A denúncia foi aceita pelo juiz de Direito Cesar David Maudonnet. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo telefônico de Fábio e da esposa dele, referente ao período de 1º de maio a 1º de julho.
Caso envolve refém em churrascaria
Uma funcionária de uma churrascaria foi feita refém na tarde do dia 5 de julho, em Campo Grande. Segundo o conteúdo da investigação, Rogério teria confessado o assassinato uma semana depois, durante o episódio.
Links e documentos citados
Fonte: midiamax.com.br

