O jornalista César Tralli esclareceu, durante o Jornal Nacional, os motivos que levaram ao cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República, programado para a noite de quinta-feira (1). A TV Globo informou que decisões judiciais tomadas horas antes do evento alteraram regras previamente estabelecidas entre os partidos.
Ao apresentar o comunicado da Globo, Tralli mencionou que essas determinações geraram insegurança jurídica e interferiram na liberdade da emissora em organizar o debate. A primeira decisão, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, foi relacionada à ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com as regras originalmente definidas, o púlpito do candidato ausente deveria permanecer vazio e identificado, permitindo aos candidatos presentes fazerem perguntas ao ausente. No entanto, a decisão judicial impediu a adoção dessas medidas no caso de Lula.
Em seguida, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate, o que não estava previsto inicialmente pela emissora e alterou a composição do evento.
Diante dessas mudanças de última hora, a Globo decidiu suspender o debate, que seria o último confronto televisivo entre os presidenciáveis antes do primeiro turno marcado para domingo (4).
Antes do cancelamento, Lula já havia informado que não participaria do debate, optando por conceder uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário. Flávio Bolsonaro (PL) também anunciou sua desistência horas antes do evento.
Na comunicação exibida por Tralli, o foco foi nas decisões judiciais que mudaram as regras do debate. A emissora sustentou que a sequência de determinações recebidas pouco antes da transmissão inviabilizou a realização do programa nas condições previamente estabelecidas.
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Fonte: midiamax.com.br

