O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar a proliferação de moscas do estábulo em Angélica (MS) e sua possível relação com as atividades de uma usina de açúcar e álcool localizada na zona rural do município.
Moradores e produtores rurais relataram a presença excessiva dos insetos, que estariam causando prejuízos à criação de gado, à produção de leite e problemas à saúde de pessoas e animais domésticos.
Possíveis causas da infestação
Uma das hipóteses investigadas é que o manejo de resíduos orgânicos gerados pela atividade sucroenergética, incluindo a vinhaça, possa contribuir para a reprodução das moscas.
No entanto, as causas da infestação e a eventual responsabilidade da empresa ainda precisam ser esclarecidas.
Ações da Polícia Militar Ambiental
A Polícia Militar Ambiental já realizou vistorias no pátio de compostagem e nos reservatórios de vinhaça da propriedade. A usina possui licença de operação renovada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), válida até outubro de 2031.
Apesar disso, o Ministério Público busca verificar se existem impactos ambientais e sanitários relacionados às atividades desenvolvidas no local.
Próximos passos da investigação
A investigação foi instaurada pela Promotoria de Justiça de Angélica e prevê a análise de documentos, registros de fiscalização e informações técnicas para identificar as causas da proliferação dos insetos.
Caso sejam constatadas irregularidades, poderão ser adotadas as medidas cabíveis. Até o momento, não há conclusão sobre a origem da infestação nem confirmação de responsabilidade da usina.
Fonte: fatosregionais.net.br

