Disparos em Campo Grande deixaram Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, morto, e o filho dele, de 23, gravemente ferido na noite de terça-feira (20), no Jardim Batistão. O jovem foi levado à Santa Casa, onde permanece em coma induzido, segundo informações da família.
Conforme o registro policial, o suspeito Manoel Paulo Cardoso foi preso pela Força Tática da Polícia Militar após fugir do local e se envolver em um acidente na Rua Marechal Floriano. À polícia, ele confessou ter efetuado os disparos.
Segundo o relato da esposa de Aristóteles, que também é mãe do rapaz ferido, pai e filho mexiam na calha do apartamento localizado nos fundos da oficina da família quando começaram os desentendimentos com o vizinho. Ela afirmou que o suspeito reclamou da queda de pedras no terreno dele e de uma telha quebrada.
Vítimas foram atingidas durante discussão
Ainda de acordo com a mulher, o suspeito teria ido cobrar explicações e dito que mostraria “como um homem resolve isso”. Depois, teria retornado armado e atirado contra pai e filho. Aristóteles foi atingido na cabeça e morreu no local.
O filho foi baleado em diferentes partes do corpo, recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhado à Santa Casa de Campo Grande. A mãe também relatou que o suspeito teria atirado contra pessoas que tentaram intervir.
Suspeito foi preso após acidente
O homem fugiu em um veículo depois dos disparos, mas sofreu um acidente e acabou localizado pela Força Tática. Na versão apresentada à polícia, ele alegou ter sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira arremessados pelas vítimas, afirmando que temia pela própria integridade física.
Durante a busca no veículo, os policiais encontraram um revólver Taurus, calibre .38, com cinco munições. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia. O suspeito também informou que mantinha o armamento sem registro desde o período em que morava em uma chácara em Dois Irmãos do Buriti. Ele foi levado para a delegacia.
A família contesta a versão de que pedras tenham atingido o terreno e afirma que não havia histórico de desentendimentos entre os vizinhos.
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Fonte: primeirapagina.com.br

