A zeladora de túmulos Cirlene Vieira dos Santos, de 56 anos, mantém há 49 anos o trabalho no cemitério Santo Antônio, em Campo Grande. Nascida no Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), ela transformou a atividade herdada dos avós em sustento para a família.
Cirlene começou a frequentar o cemitério ainda na infância, acompanhando os avós. Aos sete anos, em 1977, passou a dar os primeiros passos na profissão. Mesmo tendo exercido outros ofícios ao longo da vida, ela continuou ajudando a avó na limpeza e na organização dos túmulos.

O cemitério Santo Antônio é apontado na reportagem como o mais antigo de Campo Grande e reúne memórias e elementos arquitetônicos de mais de 100 anos. Cirlene visita o local quase diariamente e afirma ter orgulho da trajetória construída ali.

Ofício foi herdado dos avós
Segundo Cirlene, o avô era funcionário público no cemitério e passou a cuidar de túmulos contratados por famílias. Como a avó precisava levar as crianças para o trabalho, ela começou a acompanhar os dois desde cedo.
Após a morte da avó, há 26 anos, Cirlene assumiu parte dos serviços. Ela também contou que outros zeladores antigos permaneceram na atividade por meio de familiares que deram continuidade ao trabalho.

A profissão, porém, pode não seguir para a próxima geração da família. Os filhos e parentes mais jovens escolheram outros caminhos, embora Cirlene ainda considere a possibilidade de contar com ajuda no futuro.

Trabalho sustenta a família
A renda obtida com a zeladoria dos túmulos ajudou Cirlene a criar e formar os filhos. Ela também afirma que a confiança das famílias contratantes foi construída a partir do trabalho iniciado pelos avós.
A reportagem completa apresenta a história da zeladora, que celebra o aniversário no mesmo dia dedicado às homenagens aos mortos. Informações sobre o cemitério Santo Antônio podem ser consultadas no perfil do cemitério no Instagram.
Links e documentos citados
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- Campo Grande
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Fonte: primeirapagina.com.br

