A violência contra mulheres em Mato Grosso do Sul continua alarmante. Em 2026, já foram registrados 16 feminicídios, com o caso mais recente ocorrendo na tarde de segunda-feira, 27 de março, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande. Terezinha Nantes foi morta a facadas pelo companheiro, que posteriormente cometeu suicídio.
Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os feminicídios têm sido uma constante ao longo do ano, com registros em todos os meses. O mês de março foi particularmente violento, com quatro mulheres assassinadas, um aumento de 100% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que contabilizou duas mortes.
Cenário da Violência em Mato Grosso do Sul
No primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso do Sul já contabiliza oito feminicídios, todos ocorridos em cidades do interior, incluindo Ponta Porã, Anastácio, Paranhos e Selvíria. Esse cenário revela um padrão de violência doméstica, onde as vítimas frequentemente enfrentam ameaças, abusos psicológicos e agressões físicas em silêncio.
Ranking Nacional de Feminicídios
O estado ocupa atualmente o 4º lugar no ranking nacional de taxas de feminicídio, segundo o Anuário da Violência Pública de 2025. O aumento das ocorrências em Mato Grosso do Sul foi de 10,5% em relação ao ano anterior, com 39 casos registrados em 2025, em comparação a 34 em 2024.
Casos Recentes de Feminicídio
Entre os casos mais impactantes está o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, ocorrido em fevereiro de 2025, em Campo Grande, onde a vítima foi esfaqueada pelo então noivo. Em 2026, as primeiras vítimas foram Josefa dos Santos, morta em 16 de janeiro em Bela Vista, e Rosana Candia Ohara, assassinada em 24 de janeiro em Corumbá.
Outros casos incluem Nilza de Almeida Lima, morta em 22 de fevereiro em Coxim, e Beatriz Benevides, de apenas 18 anos, assassinada em Três Lagoas no mesmo mês. O aumento da violência contra mulheres em MS destaca a necessidade urgente de medidas efetivas para enfrentar essa questão.
