Cardiologista em MS alerta sobre abandono do tratamento pós-infarto

Cardiologista em MS alerta sobre abandono do tratamento pós-infarto

O abandono do tratamento após um infarto pode aumentar os riscos de novas complicações, segundo alerta do cardiologista Délcio Gonçalves, coordenador da Unidade Coronariana do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

Durante o Setembro Vermelho, mês de conscientização sobre a saúde cardiovascular, especialistas reforçam que a recuperação após um infarto não deve ser encarada como o fim de uma vida ativa. O tratamento adequado e o acompanhamento médico são essenciais para que os pacientes retomem suas atividades diárias com segurança.

Cardiologista em MS alerta sobre abandono do tratamento pós-infarto
Délcio Gonçalves, cardiologista e coordenador da Unidade Coronariana do Humap. (Foto: Mateus Andrade/Jornal Midiamax)

Délcio Gonçalves observa que muitos pacientes se comprometem com o tratamento no primeiro ano, mas, com o tempo, é comum que abandonem as medicações e diminuam a rigorosidade nos exercícios e na alimentação. “Essa é uma doença que não se limita ao primeiro evento, e o risco de novos infartos permanece ao longo da vida. Com o tratamento correto, contudo, esse risco é significativamente reduzido. É crucial que os pacientes mantenham o acompanhamento contínuo”, explica.

A importância da reabilitação cardiovascular

O médico destaca que é necessário diferenciar a atenção requerida após um evento cardíaco do medo que pode impedir o paciente de viver normalmente. A retomada das atividades deve ser individualizada, respeitando as orientações médicas e as condições clínicas de cada pessoa.

Cardiologista em MS alerta sobre abandono do tratamento pós-infarto
Leito na Unidade Coronariana Humap. (Foto: Mateus Andrade/Jornal Midiamax)

“Existem protocolos para ajudar os pacientes a voltarem à sua rotina. A reabilitação cardiovascular, que inclui fisioterapia, começa ainda durante a internação e se estende após a alta”, afirma Gonçalves.

A retomada das atividades físicas, do trabalho e até da vida sexual deve ser orientada por médicos, com o período de recuperação variando conforme o quadro clínico do paciente. “Normalmente, um infarto pequeno permite que o paciente retorne às atividades comuns em uma semana, enquanto atividades mais intensas podem ser retomadas em cerca de 30 dias”, detalha.

Cardiologista em MS alerta sobre abandono do tratamento pós-infarto
(Foto: Mateus Andrade/Jornal Midiamax)

Mudanças na rotina e acompanhamento psicológico

A reabilitação cardiovascular é complementar ao tratamento, sendo a fisioterapia uma ferramenta importante para a recuperação gradual. O suporte psicológico também desempenha um papel fundamental, ajudando o paciente a lidar com o medo e a insegurança após o infarto.

Gonçalves enfatiza que a recuperação efetiva envolve várias etapas, desde a mobilização inicial até a prática regular de exercícios físicos, sempre acompanhada de perto por profissionais de saúde. Além disso, a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e o controle de condições como hipertensão e diabetes, é vital para prevenir novos episódios de doenças cardiovasculares.

Fonte: midiamax.com.br