A prisão preventiva do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, foi apoiada pela família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, que acredita na possibilidade de feminicídio. O médico foi detido após determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri e passou por audiência de custódia.
Declarações da família
Em uma nota à imprensa, os parentes de Fabíola afirmaram ter convicção de que ela foi vítima de um feminicídio, sustentando essa crença com base em elementos técnicos e perícias que questionam a hipótese de suicídio. Um dos pontos destacados foi o laudo necroscópico, que não encontrou vestígios de disparo a curta distância.
Suspeitas sobre o caso
A defesa da família expressou respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, ao mesmo tempo em que defendeu a atuação da Polícia Civil na apuração do caso. Além dos laudos, a família aponta a suspeita de que a cena do crime foi alterada, já que um armário contendo armas e munições foi retirado da casa após a morte de Fabíola. Isso levou o médico a ser investigado também por fraude processual e posse irregular de arma de fogo.
Contexto do caso
Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio na chácara onde morava com o marido, localizada no Jardim Veraneio, em Campo Grande. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, agora está sendo investigado como feminicídio devido a contradições entre depoimentos e evidências periciais. Se confirmado, este será o 12º caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026, totalizando 21 vítimas no estado ao longo do ano.
Fonte: fatosregionais.net.br


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