Pela primeira vez, mulheres da comunidade Kadiwéu, localizada em Porto Murtinho, expõem sua arte moldada com barro no Festival de Inverno de Bonito. O evento, que ocorre até o dia 30 de agosto de 2026, marca um novo capítulo para essas artistas, que buscam ampliar o alcance de suas produções tradicionais.
Neilce Bernaldino da Silva, uma das artesãs, compartilhou sua experiência, destacando que, apesar de ter crescido fazendo cerâmica, elas estão apenas começando a vender suas obras. “Desde o ano passado, começamos a fazer nossa cerâmica e tivemos a oportunidade de expor nosso trabalho com as mulheres da Aldeia Tomásia, da Alves de Barro e da Campina”, explicou.

Após meses de preparação, as artesãs trouxeram suas obras para o festival, com o objetivo de não apenas vender, mas também dar visibilidade ao ofício que é passado de geração em geração. “Significa muito para nós expor no festival. É um reconhecimento da nossa cultura e dos nossos trabalhos”, afirmou Neilce.
Ela também ressaltou o processo artesanal, que inclui a coleta do barro e a queima das peças com fogo, sem o uso de fornos. Todas as tintas utilizadas nas cerâmicas são feitas a partir de materiais extraídos da natureza, o que torna o trabalho ainda mais autêntico.

A marca das artesãs, chamada Godidiko, teve uma recepção positiva durante sua estreia na noite de 29 de agosto de 2026, na Praça do Peixe, um dos principais pontos do festival. As peças de cerâmica têm preços a partir de R$ 30, oferecendo à população uma oportunidade de levar para casa um pedaço da cultura sul-mato-grossense.
As obras estão disponíveis para venda no Festival de Inverno de Bonito, que celebra a rica diversidade cultural do estado e a presença de diversos povos indígenas na região.
Links e documentos citados
- Godidiko
- Bonito
- Brasil
- Festival de Inverno de Bonito
- Governo de Mato Grosso do Sul
Fonte: primeirapagina.com.br

