O Conselho Estadual de Controle Ambiental (CECA) aprovou a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Botas, que será instalada no Rio Pardo, em Ribas do Rio Pardo. O projeto, que será de responsabilidade da Flamarpar Investimentos S/A, terá uma capacidade instalada de 15,20 MW, com a energia gerada sendo injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de uma linha de transmissão de 138 kV.
Estrutura e Impactos do Projeto
A PCH Botas será localizada a 317,7 km da foz do Rio Pardo e prevê intervenções em 13,7 km do curso d’água, formando um reservatório de 7,03 km². A casa de força terá três turbinas hidráulicas acionadas por uma barragem.
Efeitos Ambientais e Medidas de Mitigação
O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) identificou os principais efeitos ambientais da obra e as medidas para mitigá-los. Entre os riscos estão a erosão, sedimentação e contaminação do solo e da água, que serão prevenidos por meio da impermeabilização das oficinas e contenção de resíduos.
Para a fauna e flora, a supressão vegetal será limitada às áreas autorizadas, com programas para afugentamento e realocação de animais antes do início das obras. A elevação temporária de poeira e ruído, causada pelo uso de explosivos e tráfego pesado, será mitigada com aspersão frequente de água.
Adicionalmente, o projeto promete gerar empregos diretos durante a fase de obras, contribuindo para a economia local.
Histórico e Desafios Ambientais na Região
A bacia do Rio Pardo tem sido avaliada para uso hidrelétrico desde o inventário da Aneel em 2019, e a Flamarpar possui outros três projetos de PCHs em licenciamento na mesma região.
A aprovação da PCH Botas ocorre em um contexto de degradação ambiental no leito do rio, que enfrenta uma severa proliferação de macrófitas, levando o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a mover uma Ação Civil Pública contra a usina UHE Mimoso, pedindo R$ 10 milhões em indenização e a remoção da vegetação.
Estudos indicam que essa proliferação é provocada pela hipereutrofização da água, resultado de efluentes industriais, esgoto e contaminação agrícola. O EIA/Rima da PCH Botas apontou que não foram encontradas macrófitas na área do novo empreendimento, mas reconheceu os riscos que essas plantas representam para as turbinas.
As informações foram coletadas do Campo Grande News.
Fonte: fatosregionais.net.br

