Cinco países da União Europeia (UE), incluindo a Dinamarca, chegaram a um acordo nesta sexta-feira, 4, sobre um modelo para a criação de “centros de retorno” fora do bloco. A expectativa é que o envio de migrantes para essas instalações comece até o início de 2027.
O anúncio ocorreu após uma reunião em Copenhague, refletindo os esforços contínuos da UE para encaminhar indivíduos com pedidos de asilo rejeitados para nações parceiras. Morten Bodskov, ministro da imigração e integração da Dinamarca, destacou que essa medida representa uma transformação significativa no sistema europeu de migração e asilo.
Críticas e monitoramento internacional
Grupos de direitos humanos expressaram preocupações sobre a proposta de deportação de migrantes para esses centros, levantando dúvidas sobre a proteção dos direitos humanos nessas nações. Bodskov, no entanto, afirmou que os centros não são sinônimos de detenção e que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Acnur estarão envolvidos na supervisão.
A OIM informou que ainda não tomou decisões sobre seu papel nos centros e que as discussões estão em um estágio exploratório. A organização enfatizou a importância de que qualquer iniciativa respeite os direitos dos migrantes e os regulamentos da UE.
Possibilidade de parcerias com países africanos
A porta-voz do governo da Ruanda mencionou que seu país está aberto a negociações com nações europeias para hospedar requerentes de asilo. A proposta inclui a criação de um espaço seguro para cuidados e apoio enquanto os pedidos de asilo são processados.
Ainda não está claro quais benefícios os países que aceitarem migrantes rejeitados receberão em troca dessa colaboração.
Fonte: midiamax.com.br

