A operação que investiga desvios e fraudes na Santa Casa de Campo Grande está em andamento, mas o atendimento aos pacientes segue normal. Equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) estão realizando buscas na instituição, que já apresenta prejuízos superiores a R$ 4,9 milhões.
Operação Antidotum em Campo Grande
Conforme informações da assessoria do hospital, a presença dos agentes não impactou os serviços oferecidos. Os horários de visita e o atendimento continuam sem alterações. A operação, denominada Antidotum, investiga irregularidades em um contrato de prestação de serviços de digitalização de prontuários, que deveria custar R$ 1,8 milhão por ano, mas os pagamentos foram feitos sem a devida prestação de contas.
Irregularidades e prejuízos detectados
Os investigadores apontam que, apenas no primeiro ano do contrato, um desvio de R$ 1,4 milhão foi comprovado. Além disso, fraudes em contratos com empresas ligadas à Santa Casa também foram identificadas, resultando em um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões em repasses realizados em 2025.
Situação atual e nota da Santa Casa
Até o momento, a diretora-presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, é um dos alvos da operação. O hospital declarou que está colaborando com as autoridades e aguardando acesso aos autos da investigação para entender melhor as acusações. A instituição reiterou que os atendimentos à população permanecem normais.
Links e documentos citados
- Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado
- Operação Antidotum,
- Campo Grande
- Dourados
- Gaeco
- Justiça
- MPMS
- Santa Casa de Campo Grande
Fonte: primeirapagina.com.br

