Campo Grande registra 1.476 pessoas em situação de rua, maioria é masculina

Campo Grande registra 1.476 pessoas em situação de rua, maioria é masculina

Em Campo Grande, um levantamento revelou que 1.476 pessoas estão em situação de rua, sendo que 80% desse total são homens. A pesquisa foi realizada pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), coordenado pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.

A contagem, que ocorreu em 30 de setembro de 2025, utilizou a metodologia Point-in-Time Count (PIT), que combina observação direta em espaços públicos com dados administrativos da rede de atendimento. Dos 1.476 indivíduos identificados, 842 estavam nas ruas, enquanto 634 estavam registrados nos serviços de assistência.

Dentre as pessoas contadas, 1.190 eram homens, 234 mulheres e 52 crianças. A região central de Campo Grande concentrou a maioria dos casos, com 566 pessoas, seguida pela área do Anhanduizinho, com 363.

Perfil e necessidades da população em situação de rua

A pesquisa também traçou o perfil dos entrevistados. A maioria é composta por homens pardos, com uma idade média de 39,6 anos. Aproximadamente 47% dos entrevistados não possuíam documentos e a necessidade de trabalho, renda e moradia se destacou entre os problemas enfrentados.

ponto de acolhimento ayrton senna
Pessoas acolhidas no Ayrton Senna (Foto: divulgação)

Os dados indicam que 120 entrevistados não tinham nenhum documento, e entre os que estavam nas ruas, esse número sobe para 57,5%. Apenas sete pessoas relataram ter trabalho formal, enquanto 94 tinham trabalho informal.

Próximos passos e recomendações

Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, afirma que os resultados da pesquisa servirão para que os órgãos públicos desenvolvam estratégias mais eficazes para atender a população em situação de rua. O relatório foi enviado para os órgãos responsáveis que monitoram e aplicam políticas públicas.

As recomendações incluem ações focadas em documentação, trabalho, renda, moradia, saúde e acolhimento, além de medidas específicas para mulheres, pessoas trans e grupos vulneráveis.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br

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