Canequinha: A Trajetória do Radialista Polêmico de Três Lagoas

Canequinha: A Trajetória do Radialista Polêmico de Três Lagoas

Luiz Carlos da Silva, mais conhecido como “Canequinha”, foi um dos radialistas mais reconhecidos de Três Lagoas. Apresentador do programa Ronda Policial na Rádio Difusora, seu estilo polêmico e provocador cativou o público, que raramente se referia a ele pelo nome de batismo.

Inspirado pelo jornalista policial Afanasio Jazadji, Canequinha se destacou por suas críticas ácidas e comentários desafiadores. Ele frequentemente dizia que os detidos iriam “tomar café de canequinha”, uma expressão que se tornou sua marca registrada.

O Episódio Trágico

A trajetória de Canequinha, no entanto, foi marcada por um episódio trágico: em 1990, ele matou o delegado Alexandre Campos, que também tinha um programa na mesma rádio. Segundo relatos, os dois eram amigos, mas frequentemente se desentendiam.

O homicídio ocorreu após a demissão de Canequinha por Campos, que era diretor da emissora. Após o crime, Canequinha fugiu para Dourados e depois se mudou para Goiás, onde trabalhou por anos.

Consequências e Últimos Anos

Canequinha foi condenado a 12 anos de prisão pela morte de Campos, mas não cumpriu a pena em regime fechado. Acredita-se que ele tenha logrado liberdade através de contatos em Brasília.

Formado como técnico em segurança do trabalho, ele se mudou para o Paraná com a família e trabalhou em usinas hidrelétricas. No entanto, seu histórico de consumo excessivo de álcool o levou a desenvolver hepatite, e ele faleceu em decorrência de cirrose, deixando esposa e dois filhos.

A vida de Canequinha é um reflexo das complexidades do jornalismo policial, marcada por polêmicas e tragédias, deixando sua marca na história das comunicações de Três Lagoas.

Fonte: fatosregionais.net.br

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