Nesta segunda-feira (7), autoridades e representantes de mais de 55 países se reuniram em Saint-Paul-de-Vence, na França, para a Cúpula Lumière. O evento foi co-presidido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo presidente sul-coreano, Lee Jae Myung.
O encontro contou com a presença de empresas de cinema, televisão e games, além de criadores, festivais e instituições culturais. Durante as discussões, os participantes abordaram como a indústria deve se adaptar aos desafios trazidos pela inteligência artificial, à concorrência das redes sociais e à escassez de financiamento para novas produções.
Grandes estúdios de Hollywood, incluindo Disney, NBCUniversal e Netflix, estiveram presentes, assim como empresas de TV aberta, como a Globo. Uma das constatações discutidas foi a competição entre emissoras de TV e plataformas de streaming, que, ao longo da última década, passaram a depender mutuamente uma da outra.
Temas abordados no evento
A cúpula foi a primeira a reunir importantes empresas e Estados do setor audiovisual para discutir como o valor da imagem em movimento pode ser criado, sustentado e compartilhado na próxima década. As conversas consideraram as diferenças entre mercados em rápido crescimento e aqueles já consolidados.
O evento resultou na assinatura da “Declaração de Lumière”, que contém 15 princípios. Entre os principais pontos, destaca-se a defesa de que a criação humana deve ser a base das obras, com a inteligência artificial sendo incorporada apenas como um impulso à criação.
Parceria com a UNESCO
Uma proposta de parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foi apresentada, visando tratar a educação para a imagem como uma forma de alfabetização do século 21, com foco nos primeiros anos escolares. A proposta busca enfrentar os desafios impostos pelos agentes autônomos de IA na forma como o público descobre e acessa obras.
Outros pontos abordados incluíram a defesa da diversidade de obras e formatos, combate à pirataria, valorização da experiência cinematográfica como espaço coletivo e fortalecimento da coprodução internacional.
Fonte: midiamax.com.br

