O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou nesta sexta-feira (25) que o custo social das apostas online no Brasil é estimado em R$ 38,8 bilhões anuais. A declaração foi feita durante o anúncio da proibição da atividade no país.
De acordo com o ministro, desse total, R$ 17 bilhões estão relacionados a mortes adicionais por suicídio, R$ 10,4 bilhões são atribuídos à perda de qualidade de vida ligada à depressão, e R$ 3 bilhões referem-se a tratamentos médicos para essa condição.
Padilha classificou a proibição das apostas como uma “medida corajosa”, embora tenha destacado que os efeitos na saúde não serão imediatos. Ele alertou que a mortalidade por suicídio pode aumentar 15 vezes entre pessoas com ludopatia, o vício em apostas.
O ministro também informou que mais de 1,3 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão das apostas, com um terço desse número ocorrendo durante a Copa do Mundo, em função da intensa publicidade e estímulo à prática.
Além disso, Padilha mencionou que 160 mil pessoas utilizaram o autoteste para depressão disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele afirmou que o governo está preparado para oferecer apoio àqueles que buscam ajuda.
De acordo com o ministro, as mulheres são o grupo que mais busca serviços médicos relacionados, apesar de não serem as principais apostadoras. “Elas são as que menos apostam, mas as que mais procuram nosso teleatendimento e consultas com psiquiatras e psicólogos”, concluiu.
Fonte: midiamax.com.br

